É mais fácil usar JASP ou SPSS?

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Escrevi recentemente que até 2020 o SPSS deixaria de ser usado, porque seria substituído pelo JASP, no meio académico. Desde então tenho recebido várias questões do tipo: o que é isso do JASP? ou ainda: é mais fácil usar JASP ou SPSS? 

Atenção: o JASP ainda está em desenvolvimento

Contudo, deixo aqui algumas notas, a título de exemplo, sobre como trabalhar em ambiente JASP para quem quiser aferir sobre o grau de dificuldade:

Como obter uma matriz de correlações:

corswitch

Como organizar estatísticas descritivas por grupos:

splitcrop

Como fazer uma regressão linear hierárquica:

hierregcorres

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Zombies in Evidence Based Research

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It is very rewarding when you see a former student publishing about Zombies. The Centre for Reviews and Dissemination at the University of York hosts the international prospective registry platform for Systematic Reviews – PROSPERO. It is currently filled with ‘Zombies’. Renato Andrade makes a very good case about it and how to ‘fight back’ here: Zombie reviews taking over the PROSPERO systematic review registry. It’s time to fight back!

Captura de ecrã 2017-11-11, às 11.15.35

Quem era Student?

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sealygosset

Student é um nome familiar na estatística. A distribuição t de Student e o teste t de Student para comparar duas médias fazem parte do estudo de quase todos os estudantes universitários, mas quem era Student?

De seu nome William Sealy Gosset (nascido a 13 de Junho de 1876, faleceu a 16 de Outubro de 1937) foi um químico e matemático inglês que trabalhou na Guinness. 

Sim, na cervejeira do livro dos recordes mundiais. Pelo seu contrato de trabalho, Gosset, estava proibido de publicar qualquer desenvolvimento científico que fizesse enquanto trabalhava para a Guinness.

guiness

Contudo, como era amigo pessoal de Karl Pearson trocava correspondência com ele e os seus trabalhos acabavam por ser publicados, mas com o pseudónimo Student. 

Uma homenagem a todos os estudantes que posteriormente viessem a ler e estudar as suas publicações. 

A próxima vez que beber uma Guinness não se esqueça de brindar a Student.

Uma breve biografia aqui.

Gosset-plaque.png

O SPSS vai deixar de ser usado

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Statistical Package for the Social Sciences, ou SPSS como é mais conhecido, vai desaparecer. Desde a sua primeira versão, em 1968, o SPSS tornou-se amplamente usado no mundo académico. Ao vasto conjunto de análises estatísticas que incorpora associou uma interface de utilização simples e amigável com a capacidade de analisar grandes quantidades de dados.

Norman H. Nie foi um visionário e marcou o rumo do SPSS até 2008. Em 2009 o SPSS foi vendido à IBM por 1.2 biliões de dólares. E esse foi, na minha opinião, o princípio do fim do SPSS.

Vários programas de análise estatística tem tentado destronar o SPSS. Os neófitos do R formam uma verdadeira comunidade de utilizadores dedicados e entusiastas, contudo,  os requisitos ao nível dos conhecimentos necessários para a sua utilização desencorajam muitas pessoas de o usar.

jasp

O motivo pelo qual antevejo que em 2020 apenas os mais distraídos irão usar o SPSS é muito simples: JASP é gratuito. If JASP doesn’t became the most widely used statistics software by 2020, I believe, Just Another Statistics Program will.

Lessons from a dead fish

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Craig Bennett, did an interesting experiment with a dead salmon. He assessed the ability of the fish to identify emotions in photographs presented to him. Yes, you got it right. He used functional magnetic resonance imaging for measuring brain activity while he showed a dead fish photos of people in social situations and asked him (the salmon) to identify the emotions people were experiencing and he got results.

He presents a valid lesson about false positives. Actually, he won the Ig Nobel Prize in 2012 with his work: Neural Correlates of Interspecies Perspective Taking in the Post-Mortem Atlantic Salmon: An Argument For Proper Multiple Comparisons Correction. 

So, in scientific reasoning, you’ll always deal with error measurement, be it false positives or false negatives. However, one thing that differentiates scientific reasoning from other types of reasoning is accounting for error by acknowledging it, measuring it and correcting it as much as you can.

Bennett-Salmon-2009

Banning guns reduces firearm deaths?

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If only we had a study with real-life data to assess that question. Oh wait, here is one: Chapman, S., Alpers, P., & Jones, M. (2016). Association Between Gun Law Reforms and Intentional Firearm Deaths in Australia, 1979-2013. JAMA, 316(3), 291. http://dx.doi.org/10.1001/jama.2016.8752

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Question: What happened to the trend in firearm deaths after Australia introduced extensive gun law reform in 1996, including a ban on semiautomatic rifles and pump-action shotguns?
Findings: In the 18 years before the ban, there were 13 mass shootings, whereas in the 20 years following the ban, no mass shootings occurred, and the decline in total firearm deaths accelerated.
Meaning: Implementation of a ban on rapid-fire firearms was associated with reductions in mass shootings and total firearm deaths.

So, apparently, in Australia it did. But, is there any evidence of a correlation between gun ownership and fire-arm related deaths? Is a r=0.80 with a p<0.0001 sufficient for you? correlate_guns_deathsBangalore, S., & Messerli, F. (2013). Gun Ownership and Firearm-related Deaths. The American Journal Of Medicine, 126(10), 873-876.

So, where do we stand on evidence-based gun policies? Still, if you can’t understand why the USA hasn’t banned guns yet, you might wanna read The Gun Control Debate: Why Experience and Culture Matters by Dennis Vicencio Blanco.

 

Abreviaturas em latim na escrita científica

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Os contornos actuais da escrita científica foram-se desenvolvendo ao longo do tempo

Philosophical Transactions

Philosophical Transactions of the Royal Society of London. Vol 1. 1665

(viz. a criação do primeiro jornal científico Philosophical Transactions em 1665). Os formatos de escrita científica mais usuais são o Artigo científico, o Livro e a Tese ou Dissertação.

Na tradição Europeia ‘Tese’ é usualmente associada a ‘ Mestrado’ ou a ‘Doutoramento’ enquanto que o termo ‘Dissertação’ tende a ser menos usado. Curiosamente, nos Estados Unidos o termo ‘Thesis’ (i.e Tese) é associado apenas ao grau de ‘Masters’ (i.e. Mestrado) enquanto o termo  ‘Dissertation’ (i.e. Dissertação) é o termo associado ao grau de ‘PhD’ (i.e. Doutoramento).

Várias expressões em latim permanecem na escrita científica, particularmente no seu uso abreviado (e.g. i.e., viz., vs.). Alguns destes termos são frequentemente usados de forma desadequada, particularmente na escrita de Teses/Dissertações. Aqui ficam algumas notas de termos abreviados em latim para autores e leitores de escrita científica:

‘i.e.’ é a abreviatura de id est e significa ‘ou seja‘, ou ‘por outras palavras‘. É utilizado quando se pretende apresentar uma definição de algo que acaba de ser mencionado.

‘e.g.’ é a abreviatura de exempli gratia e significa ‘por exemplo‘. É utilizado quando se pretende apresentar exemplo(s) de algo que acaba de ser mencionado.

‘viz.’ é a abreviatura de videlicet e significa ‘nomeadamente‘. É utilizado quando se pretende apresentar itens especificos de algo geral que acaba de ser mencionado.

‘vs.’ é a abreviatura de versus e significa ‘contra‘. É utilizado quando se pretende contrastar um aspecto contra outro.

‘N.B.’ é a abreviatura de nota bene e significa ‘note bem‘ ou ‘preste atenção‘. É utilizado quando se pretende chamar a atenção a determinado ponto.

‘et al.’ é a abreviatura de et alia e significa ‘e outros‘. É utilizado quando se pretende referir o trabalho de autoria em equipa.

‘cf.’ é a abreviatura de conferre e significa ‘comparar com‘. É utilizado quando se pretende comparar o que acaba de ser mencionado com um exemplo particular.

‘q.v.’ é a abreviatura de quod vide e significa ‘veja-se‘. É utilizado quando se pretende introduzir uma referência específica sobre algo.

‘etc.’ é a abreviatura de et cetera e significa ‘e assim por diante‘ ou ‘e outras coisas‘. É utilizado quando não se consegue identificar outras coisas ou ideias, mas ainda assim afirmar que elas existem (N.B. O seu uso não é muito recomendado).